segunda-feira, 2 de agosto de 2010

nd t nght




... poesias, a poesia é

- é como a boca
dos ventos
na harpa

nuvem
a comer na árvore
vazia que
desfolha noite

raiz entrando
em orvalhos...

os silêncios sem poro

floresta que oculta
quem aparece
como quem fala
desaparece na boca
cigarra que estoura o
crepúsculo
que a contém

o beijo dos rios
aberto nos campos
espalhando em álacres
os pássaros

- e é livre
como um rumo
nem desconfiado...

Manoel de Barros
Experimentando a manhã nos galos
Em: Compêndio para uso dos pássaros

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Timoneiro


Como diz sabiamente Paulilnho

"não sou eu quem me nageva
quem me navega é o mar
É ele quem me nageva
Como nem fosse levar"

quarta-feira, 17 de março de 2010

sossego



É que o amor
Já encontrou seu caminho
Fez a vida em seu ninho
Apagar toda dor

Poder sentir
No olhar teu sabor
Faz fluir seu calor
Faz a vida sorrir

Sentir sossego
De teus braços ou sozinho
É fluir em teu carinho
Alegria e aconchego


Eliel
CGR, 17/03/10

O dia




Ternuna que acalma
Calor que alimenta
Brisa que alivia
O corpo que passa
Esperando que a noite
Traga consigo
A calma

Eliel
SSA 30/10/06

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

leituras de mundo


Que leituras de mundo fazemos?
A que olhos fixamos os nossos?
Em que letras nos alimentamos?

Perguntas que não mudam o mundo!
Mundo que se transforma em nosso mundo
Quando nossos olhos estão abertos
Para enchergar além do que vemos.

Para ler o que está por traz
Muito além do que está escrito
Mais profundo do que é dito


Eliel
CGR, 18 11 09


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

olhando o teu brilho


Olhando o teu brilho
Que ficou refletido
Na retina, na memória
Nas palavras escritas
Escondidas ou reveladas
É como te ver
Tua luz na retina
Teu silêncio que encanta
O reflexo de um sonho
Que renasce todos os dias
Com a mesma beleza
Teu brilho é o bastante

CGD 14 10 09

terça-feira, 22 de setembro de 2009

pobres nossos de cada dia


Quantos que pelas ruas e esquinas
Vivem, se é que há vida!
Sem onde sonhar
Sem sonhos pra construir
Sem água para beber.
Mas que entregam
A si mesmos
O nada que têm
O tudo que são
Belo bem dos que menos tem!
Nossas ruas de todas as cidades
Os pobres nossos de cada dia.

Eliel
CGD 22 09 09